Volkswagen Tukan: Nova picape terá três versões e mira Fiat Strada, Fiat Toro e Chevrolet Montana no Brasil
A Volkswagen definiu o mês e colocou pressão interna no cronograma. A nova picape da marca, batizada de VW Tukan, tem chegada prevista para janeiro de 2027 e passa a ter data marcada depois de anos de indefinição desde o fim da Saveiro no mercado brasileiro.
A decisão vem acompanhada de um movimento industrial concreto. A Tukan será produzida em São José dos Pinhais, no Paraná, na mesma fábrica responsável pelo VW T-Cross. A escolha da planta elimina adaptações caras, acelera a industrialização e ajuda a explicar por que a Volkswagen conseguiu cravar o mês de lançamento, algo que não acontecia enquanto o projeto circulava internamente sob os nomes VW247 e Udara.
O nome Tukan foi escolhido entre registros já feitos no INPI e encerra um processo iniciado anos atrás. Em 2018, a Volkswagen apresentou o conceito VW Tarok e sinalizou uma entrada mais ambiciosa no segmento. O produto que chega agora é outro. Trata-se de uma picape intermediária, pensada para volume, com proposta mais racional e distante da ideia de uma média tradicional.

A gama confirma essa leitura. Estão previstas três versões. A de entrada terá cabine simples, dois lugares e caçamba, usando o motor 1.6 aspirado que equipava a VW Saveiro. As outras duas serão de cabine dupla, ainda sem motorização divulgada, mas posicionadas para uso misto, combinando trabalho e transporte familiar.
Essa configuração empurra a Tukan para um território amplo. A versão básica coloca a Volkswagen frente a frente com a Fiat Strada, líder absoluta de vendas no país há cinco anos. As opções de cabine dupla miram diretamente Fiat Toro e Chevrolet Montana, hoje referências no segmento intermediário.
O desenho segue a fase mais recente da marca. A dianteira adota a linguagem já vista em Tera e VW Taos, com linhas retas e identidade visual clara. Na traseira, a Volkswagen optou por um caminho mais conservador, com perfil típico de picape e nomes em baixo relevo na tampa da caçamba, reforçando o uso funcional e se afastando do visual de hatch adaptado que marcou a Saveiro no fim da vida.

O fator tempo pesa contra. Quando a Tukan chegar às concessionárias, a Toro já terá recebido um sistema híbrido leve de 48V, com promessa de melhora no consumo e ganho de desempenho. Outras marcas também avançam. A BYD prepara uma picape derivada do BYD Song Pro com sistema híbrido plug-in, enquanto a Renault confirmou o lançamento da Renault Niagara antes mesmo da estreia da Volkswagen.
Com janeiro de 2027 no horizonte, o projeto entra agora em fase decisiva. A definição das motorizações das versões de cabine dupla ainda está em andamento, assim como os ajustes finais para posicionamento frente a rivais que não param de evoluir. A Tukan já tem data, fábrica e missão, mas chega a um mercado em movimento, que seguirá mudando até o dia em que a picape efetivamente pisar no asfalto brasileiro.


































