O novo BMW X5 marca a quinta geração do SUV lançado em 1999, e chega como uma das maiores mudanças já feitas pela marca alemã no modelo, porque passa a reunir cinco tipos de motorização em uma mesma família, com versões a gasolina, diesel, híbrida plug-in, elétrica e movida a hidrogênio.
A estreia global ocorreu na fábrica da BMW em Spartanburg, nos Estados Unidos, em 30 de junho de 2026, e o início das vendas no Reino Unido está previsto para a primavera de 2027, com o BMW iX5 elétrico, versões híbridas plug-in e opção a diesel.
A principal novidade é o BMW iX5 60 xDrive, primeiro X5 totalmente elétrico da história, equipado com a sexta geração da tecnologia eDrive, dois motores, tração integral, 578 cv e bateria útil de 141 kWh.
A autonomia informada chega a 845 quilômetros no ciclo WLTP, número alto para um SUV elétrico de luxo, enquanto a recarga rápida em corrente contínua aceita até 460 kW, além de carregamento bidirecional, que permite devolver energia para uma casa ou para a rede elétrica onde esse sistema estiver disponível.
A linha híbrida plug-in terá o BMW X5 50e xDrive e o BMW X5 M60e xDrive, ambos com motor 3.0 turbo de seis cilindros em linha combinado a um motor elétrico de 197 cv, alimentado por bateria útil de 26,5 kWh.
No caso do X5 M60e xDrive, o conjunto entrega 612 cv e 800 Nm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos, enquanto a autonomia em modo elétrico pode chegar a 100 quilômetros pelo ciclo WLTP.
Mesmo com a chegada do elétrico, a BMW manterá o X5 40d xDrive, equipado com motor diesel 3.0 de seis cilindros, turbocompressão em dois estágios, sistema híbrido leve de 48 volts e torque de 670 Nm.
O motor também aceita o diesel renovável HVO100, combustível que, segundo a BMW, pode reduzir as emissões de CO2 ao longo do ciclo de vida em até 90% na comparação com o diesel fóssil convencional.
A BMW confirmou ainda o BMW iX5 Hydrogen, que será o primeiro veículo de produção em série da marca movido a hidrogênio, com célula de combustível de terceira geração, bateria de alta voltagem e novo sistema de armazenamento.
A autonomia prevista é de até 740 quilômetros, mas a versão não terá venda inicial em todos os mercados, o que limita seu alcance comercial no começo e deixa a tecnologia dependente da expansão da infraestrutura de abastecimento.
Por dentro, o X5 passa a usar o BMW Panoramic iDrive, com tela central flutuante, Panoramic Vision, head-up display 3D e volante multifuncional reunidos no mesmo sistema, além de uma tela opcional para o passageiro.
O pacote de luxo inclui couro BMW Individual Merino, bancos ventilados e com massagem, ar-condicionado de quatro zonas, sistema de som Bowers & Wilkins com 18 alto-falantes e Dolby Atmos, além de suportes magnéticos para celular nos bancos dianteiros.
O novo X5 adota o estilo Neue Klasse, com dianteira mais vertical, grade iluminada Iconic Glow, luzes diurnas em formato double-X, maçanetas Winglet, portas com operação elétrica e lanternas traseiras mais finas.
A oferta terá rodas de até 23 polegadas, onze cores externas e pacotes M Sport, M Sport Pro e M Performance, com visual mais agressivo, suspensão adaptativa, freios M Sport e detalhes exclusivos nas versões mais caras.
Segundo a Forbes, para o consumidor, a mudança amplia a escolha dentro do mesmo SUV, mas também cria uma linha mais complexa, com elétrica, diesel, híbrida plug-in e hidrogênio convivendo sob o mesmo nome, cada uma com custo, manutenção, infraestrutura e uso bem diferentes.