CEO da Audi revela que marca pode retomar com cupês e conversíveis após reorganizar linha global
A Audi deixou de vender alguns dos seus modelos mais ligados a estilo e prazer ao volante, mas o próprio CEO da marca, Gernot Döllner, já admite que cupês e conversíveis podem voltar a ter espaço na linha da fabricante alemã.
A mudança mais recente veio junto da troca de nomes entre A4 e A5, movimento que reorganizou a gama de modelos a combustão da Audi, mas também encerrou a presença dos últimos cupês e conversíveis convencionais da marca em sua linha principal.
Audi deixou cupês e conversíveis fora da linha atual
Modelos como A5 Coupé, A5 Cabriolet e Audi TT ajudaram a construir uma parte mais emocional da imagem da marca, com carrocerias menos práticas, mas muito ligadas a desenho, condução e personalidade.

Döllner reconheceu que esse tipo de produto perdeu espaço no momento atual, não por falta de importância para a marca, mas porque a indústria atravessa uma fase de consolidação global, com fabricantes dividindo investimentos entre motores a combustão, híbridos, elétricos e novas plataformas.
Eletrificação tirou prioridade de modelos de menor volume
A explicação do executivo mostra a dificuldade das marcas premium em manter carros de nicho, porque cupês e conversíveis vendem menos, exigem desenvolvimento próprio e disputam verba com SUVs, elétricos e híbridos, segmentos que hoje sustentam boa parte do mercado.

A situação não atinge apenas a Audi, já que a Mercedes-Benz também reduziu sua oferta de carrocerias desse tipo, concentrando antigos cupês e conversíveis de Classe C, Classe E e Classe S na família CLE.
Na BMW, o cenário também é de incerteza, com o futuro de Série 4 e Série 2 Coupé ainda em discussão, enquanto o Série 8 já deixou de ser vendido, sinal de que o corte de modelos emocionais virou uma decisão comum entre as fabricantes alemãs.
CEO vê espaço para carros emocionais voltarem
Apesar do recuo atual, Döllner disse acreditar que produtos com apelo emocional voltarão a ganhar relevância, e citou o futuro C-Sport, ligado ao conceito elétrico Concept C, como um exemplo da direção que a Audi pode seguir.
O executivo também mencionou a família RS e admitiu imaginar novamente versões cupê ou conversível, embora a marca ainda tenha outras decisões mais urgentes antes de recolocar esse tipo de carro nas ruas.
A ausência desses modelos pesa porque cupês e conversíveis não dependem apenas de potência ou aceleração para justificar sua existência, eles vendem estilo, experiência e uma relação mais pessoal com o carro, algo que SUVs e sedans dificilmente reproduzem do mesmo jeito, revelou o Noticiasautomotivas.
Por enquanto, a Audi não deu data para a volta dessas carrocerias, e o retorno dependerá da reorganização de investimentos, da aceitação dos elétricos e do espaço que a marca conseguirá abrir para modelos de menor volume em meio à renovação de seu portfólio global.
“A Audi ficou mais racional nos últimos anos, mas uma marca premium não vive só de SUV bem acabado, porque cupê e conversível são aqueles carros que fazem uma pessoa parar na calçada e lembrar por que gosta de automóvel.”– Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo


































