Ayrton Senna é reconhecido oficialmente como Herói da Pátria
Ayrton Senna foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria, título concedido após a sanção da Lei nº 15.447/2026, que determina a inclusão do nome do tricampeão mundial de Fórmula 1 no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.
A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de julho, com isso, o nome do piloto paulista será registrado no livro de aço mantido no Panteão da Pátria, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Senna conquistou os títulos mundiais de Fórmula 1 em 1988, 1990 e 1991, além de somar 41 vitórias em Grandes Prêmios, números que o colocaram entre os principais pilotos da história da categoria e transformaram suas corridas em acontecimentos acompanhados por milhões de brasileiros.
O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, depois de sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, disputado no circuito de Ímola, na Itália, sua morte provocou comoção no Brasil e teve repercussão internacional.
Projeto foi apresentado pelo senador Marcos Pontes
A homenagem teve origem em um projeto de lei apresentado em 2024 pelo senador Marcos Pontes, do PL de São Paulo, o texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru, do PSB de Goiás, e foi aprovado pela Comissão de Esporte do Senado em caráter terminativo.

Esse tipo de aprovação permite que a proposta avance sem votação no plenário, desde que não seja apresentado recurso, após a tramitação no Congresso, o projeto seguiu para sanção presidencial e foi transformado na Lei nº 15.447/2026.
Criado em 1992, o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria reúne nomes ligados à formação, à defesa e à história do Brasil, o registro é feito em páginas de aço que permanecem expostas no Panteão da Pátria.
Reconhecimento também considera o legado social do piloto
Durante a análise da proposta, Jorge Kajuru destacou que a homenagem não se limita aos resultados obtidos nas pistas, mas também considera o trabalho educacional desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna, criado após a morte do piloto.
A instituição afirmou ter recebido a oficialização com honra e gratidão, destacando que a decisão reconhece um legado que continua presente fora do automobilismo, especialmente em ações voltadas à educação de crianças e jovens.
Segundo o G1, em 2023, Ayrton Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro por meio de uma lei federal, agora, seu nome passa a integrar permanentemente o livro de aço exposto em Brasília.
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“Ayrton Senna não precisava de uma lei para permanecer na memória brasileira, mas o registro oficial coloca no papel algo que as pistas já haviam mostrado: poucos esportistas conseguiram representar um país com tanta força, talento e seriedade.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo


































