Carros importados vendidos no Brasil suportam aumento do etanol na gasolina?
A gasolina brasileira pode ter uma proporção maior de etanol do que a encontrada em outros países, mas isso não significa que carros importados e híbridos não flex sofrerão danos, desde que o combustível esteja dentro das especificações oficiais.
As montadoras que vendem veículos no Brasil precisam garantir que motores, mangueiras, vedações e demais componentes do sistema de alimentação suportem a gasolina nacional, mesmo quando o projeto original foi desenvolvido no exterior.
Motores conseguem ajustar a queima do combustível
Segundo especialistas em motores (veja o vídeo acima), uma mistura com 22% a 40% de etanol não representa grande risco aos componentes, intervalo que inclui os percentuais previstos para a gasolina comum e premium vendidas no país.
O ajuste ocorre por meio da sonda lambda, sensor que mede a quantidade de oxigênio restante nos gases depois da combustão, envia os dados à central eletrônica e permite que a injeção corrija a quantidade de combustível usada pelo motor.
Mesmo sem tecnologia flex, os veículos modernos possuem sistemas eletrônicos capazes de reconhecer variações na composição da gasolina, corrigindo a mistura entre ar e combustível para manter o funcionamento regular.
Combustível adulterado continua sendo a ameaça
O risco cresce quando a gasolina recebe substâncias fora do padrão, principalmente etanol hidratado em excesso ou água, pois os materiais do motor não foram desenvolvidos para trabalhar com essa composição irregular.

A presença de água pode atingir bombas, bicos injetores, mangueiras, vedações e outras peças que mantêm contato direto com o combustível, além de causar falhas de funcionamento e comprometer a durabilidade do conjunto.
Importado vendido oficialmente precisa aceitar gasolina brasileira
Um híbrido importado e comercializado oficialmente no país deve sair de fábrica preparado para o combustível disponível nos postos brasileiros, ainda que o motor funcione apenas com gasolina e não aceite abastecimento direto com etanol.
A proporção oficial de etanol, portanto, não é o principal motivo de preocupação, o perigo está na adulteração, que ultrapassa os limites previstos no desenvolvimento do veículo e pode deixar uma conta alta quando bomba, injeção ou componentes internos são afetados.
Foto de capa: Marcello Casal jr/Agência Brasil.


































