O mercado brasileiro de picapes terá uma sequência de lançamentos até o fim de 2026, com modelos híbridos, turbodiesel e versões de alto desempenho, em uma disputa que mira desde a Fiat Toro até a Toyota Hilux.
A lista de novidades inclui BYD Mako, Renault Niagara, Ford F-150 Raptor e Kia Tasman, quatro produtos que chegam com propostas diferentes, mas com o mesmo objetivo de ganhar espaço em um segmento que deixou de ser apenas ferramenta de trabalho.
A BYD Mako deve ser uma das apostas mais importantes da marca chinesa no Brasil, a picape intermediária já foi vista camuflada no país e apareceu em flagras no exterior com o interior revelado, indicando que o lançamento está próximo.
A expectativa é que a Mako use o conjunto DM-i Flex, formado por motor 1.5 aspirado e outro elétrico, com potência combinada de 234 cv, além da possibilidade de rodar como flex, ponto importante para disputar mercado contra modelos já consolidados.
A Renault Niagara será a principal tentativa da marca francesa de voltar a disputar com força o segmento das picapes intermediárias, com apresentação oficial marcada para 10 de setembro.
O modelo foi confirmado pela Renault e manteve o nome do conceito exibido no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo de 2025, com visual ligado ao Renault Boreal, incluindo dianteira e assinatura luminosa parecidas.
Sob o capô, a expectativa é pelo motor 1.3 turbo flex de 163 cv e 27,5 kgfm, combinado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas, conjunto que coloca a Niagara na faixa de Toro, Ram Rampage e Ford Maverick.
A Ford F-150 Raptor chega como versão mais radical da F-150 no país, voltada para desempenho fora de estrada, com motor 3.5 V6 EcoBoost biturbo a gasolina de 456 cv e 70,5 kgfm.
A transmissão será automática de dez marchas, com tração 4×4 e diferentes modos de condução, enquanto a suspensão exclusiva da Fox, os pneus de uso misto e a carroceria alargada deixam clara a proposta de uso severo fora do asfalto.
A Kia Tasman marca a entrada da Kia em uma categoria dominada por nomes como Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger e Volkswagen Amarok, depois de anos em que a marca ficou mais associada aos SUVs no Brasil.
O visual será um dos pontos de maior impacto, com faróis verticais, grade grande e para-lamas destacados, enquanto a cabine aposta em duas telas integradas de 12,3 polegadas, solução que tenta aproximar a picape do padrão tecnológico visto nos SUVs recentes.
Em outros mercados, a Tasman usa motor 2.2 turbodiesel de 210 cv e 45 kgfm, com câmbio automático de oito marchas e versões 4×2 ou 4×4, configuração esperada também para o Brasil.
A chegada dessas picapes mostra que a disputa no segundo semestre não ficará concentrada apenas em preço, a briga também passa por eletrificação, força mecânica, uso fora de estrada e cabine mais parecida com carro de passeio.
“A picape virou o carro de quem trabalha, viaja, leva família e ainda quer chegar em casa achando que comprou algo maior do que precisava, por isso essa nova leva importa, porque mistura híbrido, diesel, V6 e cabine cheia de tela em um segmento que deixou de aceitar produto simples”– Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo