Nissan Sentra sai de linha no Brasil após vender só 341 unidades no semestre; sedan será substituído por carro elétrico chinês
O Nissan Sentra deixou de ser vendido no Brasil após cerca de três anos da atual geração no mercado, em uma saída confirmada pela marca e ligada ao baixo desempenho comercial do modelo no segmento de sedans médios.
A Nissan informou que a despedida faz parte do ciclo natural de vida do veículo, mas o dado de vendas ajuda a explicar o movimento, de janeiro a junho, foram apenas 341 unidades emplacadas, número muito distante dos principais rivais.
Sentra não conseguiu acompanhar Corolla e BYD King
No mesmo período, o Toyota Corolla vendeu 13.021 unidades, enquanto o BYD King chegou a 8.196 exemplares, colocando o Sentra em uma posição frágil mesmo com visual elogiado, bom pacote de equipamentos e descontos fortes nas concessionárias.

Em maio, lojas chegaram a oferecer o sedan com abatimentos de até R$ 30 mil, mas a redução de preço não foi suficiente para mudar o ritmo das vendas, nem para recolocar o modelo na disputa direta contra híbridos e sedans mais consolidados.
Modelo vinha do México com motor 2.0 a gasolina
O Sentra vendido no Brasil era importado do México, media 4,64 metros de comprimento, 1,82 m de largura e 2,71 m de entre-eixos, com porta-malas de 466 litros, menor que o da geração anterior.
O conjunto mecânico usava motor 2.0 aspirado a gasolina, com quatro cilindros, injeção indireta e corrente de comando, entregando 151 cv e 20 kgfm, sempre com câmbio automático CVT que simulava oito marchas.
Nissan N7 deve ocupar o espaço deixado pelo Sentra
A Nissan ainda não anunciou oficialmente um substituto no Brasil, mas o modelo cotado para ocupar o espaço do Sentra é o Nissan N7, sedan elétrico desenvolvido na China em parceria com a Dongfeng e já confirmado para a América Latina.

O N7 é maior que o Sentra, com 4,93 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,48 m de altura e 2,91 m de entre-eixos, números que colocam o elétrico em uma faixa superior de porte e espaço interno.
A mecânica também muda completamente, o sedan chinês usa motor elétrico dianteiro de 272 cv e 30,5 kgfm, alimentado por bateria de 73 kWh, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7 segundos e velocidade máxima limitada a 160 km/h, revelou o AutoEsporte.
No ciclo chinês CLTC, mais otimista que medições usadas em outros mercados, a autonomia passa de 600 km, dado que ainda precisará ser traduzido para a realidade brasileira quando o modelo tiver versão, preço e configuração definidos para o país.
A nova geração do Sentra já existe na América do Norte, mas a chance de retorno ao Brasil é considerada baixa, porque repete a fórmula de sedan médio importado a combustão que perdeu espaço em um mercado pressionado por SUVs, híbridos e elétricos chineses.
“O Sentra sempre teve aquele jeito correto demais para um mercado que parou de comprar carro apenas pela razão, era confortável, bem acabado e discreto, mas chegou tarde a uma briga em que o consumidor já olhava para SUVs e elétricos chineses com outra curiosidade”– Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo


































